Educação discute novo calendário
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terça-feira, 05 de abril de 2005
Cristiane Oya e<br>Janaina Garcia<br> Reportagem Local 
Ontem de manhã, surtiu pouco ou nenhum efeito a liminar expedida pelo juiz da 7ª Vara Cível, José Cichocki Neto, nos pronto atendimentos Infantil (PAI) e Adulto (PAM), e em postos que vinham funcionando apenas parcialmente. Se por um lado os piquetes não foram realizados o que implicaria em multa diária de R$ 5 mil para o sindicato , poucos servidores que haviam aderido à greve resolveram voltar ao trabalho. ''Na prática, não mudou nada aqui para nós: continuamos com 20 dos 45 funcionários trabalhando'', comentou a coordenadora da UBS da Vila Casoni (Centro). No Conjunto Maria Cecília (Zona Norte), a situação não era muito diferente: ''Mantivemos três auxiliares na ativa (dos 10 que existem lá)'', afirmou um dos auxiliares de enfermagem do local, Ademir Gonçalves.
No entanto, segundo o secretário Municipal de Saúde, Sílvio Fernandes, ontem foi registrado o aumento do número de postos de saúde funcionando e de servidores de volta ao trabalho. Na segunda-feira, foram contabilizadas 37 UBSs parcialmente ou totalmente abertas e 17 fechadas. Ontem pela manhã, a secretaria registrou 43 postos atendendo parcialmente ou totalmente e 11 fechados. ''Houve um aumento significativo do comparecimento dos servidores'', afirmou Fernandes.
No setor da educação, no dia 4, eram 53 escolas trabalhando parcial ou totalmente e 28 fechadas. Ontem, 56 funcionaram e 25 permaneceram em greve.
Conforme a secretária de Educação, Carmem Sposti, a reposição das aulas será discutida com os diretores de cada escola, mas o calendário somente deverá ser normalizado em novembro. ''Vamos recomendar que elaborem o calendário juntamente com os professores, peçam aprovação em conselho de pais e depois mandem para gente analisar. Pretendemos até o dia 18 estar com os calendários elaborados e aprovados'', disse. ''Se os professores utilizarem os recessos escolares previstos, alguns grupos de estudo e uma semana das férias de julho, que têm duas semanas, daria 15 dias (de reposição). Quem parou tudo desde o começo teria que repor 21 dias. Sobrariam sete dias para serem discutidos com reposição de aulas aos sábados. Acredito que vamos estar com reposição até o mês de novembro'', concluiu a secretária.


