Curitiba - O governo se comprometeu a aumentar de 25% (percentual estipulado pela Lei de Responsabilidade Fiscal - LRF) para 30% a fatia do orçamento destinada à educação. A mensagem propondo o reforço nos recursos, segundo o coordenador do programa de governo, José Moraes Neto, já foi encaminhada à Assembléia Legislativa e aguarda aprovação.
Uma das propostas para o setor é a expansão do ensino médio. No início deste ano letivo, o Paraná tinha 436 mil alunos matriculados no ensino médio regular e no de educação profissionalizante integrada. ''A idéia é buscar a universalização do ensino médio que, nos últimos 12 anos, teve 80% de ampliação no número de matrículas, mas, ainda assim não conseguimos abranger a totalidade'', apontou a chefe do Departamento de Ensino Médio da Secretaria de Estado da Educação, Mary Lane Hutner.
A educadora assegurou que o problema não é de falta de vagas, mas, sim, criar estímulo para recuperar alunos que deixaram os estudos ao concluírem o ensino fundamental e que estão em idade defasada e reduzir a evasão escolar. Para isso, o governo aposta em algumas medidas como a implantação do livro didático público (serão distribuídos 5,4 milhões de exemplares), a formação continuada de professores para tornar as aulas mais atraentes, a reestruturação dos laboratórios de química, física, biologia e de informática e a ampliação da oferta do ensino profissionalizante. A proposta é aumentar para 120 mil o número de vagas.
Mary Lane adiantou que a secretaria está trabalhando na análise da situação dos 32 núcleos regionais de educação para traçar o planejamento do próximo ano, de acordo com a necessidade de cada um. ''Vamos trabalhar com as questões regionais, no que diz respeito aos encaminhamentos pedagógicos e recursos metodológicos necessários para diminuir a evasão, a repetência e fazer a expansão'', acrescentou.
Já na área de saúde, além de concluir as obras dos hospitais que estão sendo construídos ou ampliados, o governo pretende implementar 123 centros de Saúde da Mulher e da Criança. Segundo informações da Secretaria de Estado da Sa© úde, essas unidades fazem parte do ''Pacto Estadual pela Vida'', que prevê um conjunto de ações para combater os índices de mortalidade no Estado. O programa conta com a participação da Pastoral da Criança, que ajudará na orientação à comunidade e na fiscalização do funcionamento dos centros.
De acordo com a secretaria, serão priorizados os municípios com histórico de mortalidade infantil crescente ou oscilante e alguma incidência de mortalidade materna. Dentro dessa avaliação, serão construídas, em princípio, 64 unidades, que, segundo o governo, garantirão o acesso ao pré-natal e ao parto assistido, e darão assistência à criança em seu primeiro tempo de vida. (A.L.)

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