Eduardo Jorge nega liberação de dinheiro
Eduardo Jorge afirma que jamais manteve contato por telefone com o juiz Nicolau às vésperas da liberação de recursos da União para o Tribunal Regional do Trabalho paulista. Para Eduardo Jorge, o que foi noticiado como coincidência é pura especulação. Segundo o ex-secretário de FHC, o Sistema de Programação Financeira do Tesouro (Siaf) registra as datas corretas dos pagamentos.
Eduardo Jorge sustenta que os telefonemas recebidos de Nicolau não influíram em nada nessa movimentação. A CPI do Judiciário identificou 117 chamadas do juiz para o ex-secretário. Ele asssegura que em nenhum momento tratou com o juiz Nicolau da liberação de verbas.
Segundo Eduardo Jorge, a Secretaria-Geral da Presidência não tem como interferir na liberação de verbas para os tribunais. O programa financeiro do Tesouro tem um procedimento rígido de liberação de recursos do Judiciário e só mesmo quem não conhece esse processo poderia imaginar tal interferência, anota. Ainda segundo Eduardo Jorge, o TST repassa a cada tribunal os valores necessários à sua programação. Esta é uma decisão do TST, sobre a qual o Executivo não tem qualquer ingerência.
O ex-secretário garante que todos os seus contatos com o juiz foram sobre indicação de nomes para a Justiça Trabalhista de São Paulo e outros assuntos de ordem político-institucional . Eduardo Jorge diz que no governo acompanhava o processo para escolha dos juízes classistas e funcionava como uma espécie de peneira ajudando a selecionar currículos e analisando as consequências das indicações.
O ex-senador Luiz Estevão nega ter recebido dinheiro da obra do Fórum. Jamais fiz emenda para obter recursos para o Fórum, argumenta, referindo-se à bancada paulista que se empenhou na liberação de verbas para a obra.
O escândalo que bate à porta do presidente FHC deve iniciar a semana como desdobramentos nervosos. Em resposta à iniciativa dos líderes do PMDB, PFL e PSDB de unificarem o discurso para fortalecer o governo nesse momento de crise, os partidos de oposição resolveram também ficar em estado de alerta.
Os líderes do PT, PDT, PSB, PPS, PC do B e PL, se reunirão amanhã, em Brasília, para definir a estratégia. O líder do PSB na Câmara, Alexandre Cardoso (RJ), informou que algumas propostas, como a instalação de uma CPI ou a convocação extraordinária do Congresso, estarão na pauta do encontro. (Agências)





