A Editora Ética, com sede em Itabuna (BA), não pretende devolver ao município os R$ 621 mil pagos pela Prefeitura de Londrina por 13,5 mil livros da coleção ''Vivenciando a Cultura Afrobrasileira e Indígena'', considerados racistas e sem qualidade didática por entidades ligadas ao movimento de igualdade racial.

A editora fez um comunicado hoje (20), mesmo dia em que a Procuradoria-Jurídica do Município (PGJ) emitiu parecer pela anulação do procedimento de inexigibilidade de licitação na aquisição da coleção, rescisão do contrato e a consequente devolução do recurso.

A secretária de Educação, Karin Sabec, responsável pelo pedido da coleção tem sustentado que encomendou a coleção ''História da Cultura Afrobrasileira e Indígena'' e não ''Vivenciando...'' Porém, na solicitação compra à Secretaria de Gestão Pública (SGP) consta o nome da segunda obra e não da primeira.

O secretário de Gestão, Fábio Reali, informou que será instaurada uma sindicância para apurar quem provocou o erro. Para ele, mesmo com este erro interno, o conteúdo da obra foi reprovado e, por isso, o processo tem que ser anulado.

Com informações da repórter Loriane Comeli.

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