O edital milionário para a coleta do lixo domiciliar em Londrina - alvo de um imbróglio que se arrasta desde maio do ano passado - será alterado e republicado pela Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU). O valor máximo de R$ 119 milhões pelo contrato de 60 meses também pode sofrer alteração. De acordo com o presidente da CMTU, André Nadai, ''houve alteração em valores de insumos, custos de materiais e reajuste do salário mínimo e isso tudo vai ser analisado para que o edital seja relançado''.
Ele não quis antecipar o novo valor do certame. ''Pode ser maior ou menor'', esquivou-se Nadai, alegando que a prefeitura fez a pesagem do lixo que chega à Central de Tratamento de Resíduos (CTR) e o volume, segundo ele, está em análise pelos técnicos da companhia. ''Contratamos uma balança e vamos utilizar esse parâmetro para o edital.''
Contestada pelo Observatório de Gestão Pública de Londrina (OGLP) e pelo Ministério Público (MP), que entrou com ação civil pública apontando diversas irregularidades no edital, a licitação foi liberada pelo Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná. Conforme a FOLHA mostrou ontem, o TJ reverteu a decisão da juíza substituta em 2º grau Sandra Bauermann, e autorizou a CMTU a dar sequência à licitação.
Um dos pontos atacados pelo MP, a aglutinação de serviços, como coleta, transporte, educação ambiental, varrição e serviço de conteinerização, foi justificado por Nadai. ''Isso foi mais uma vez balizado pelo tribunal em nosso favor.'' A CMTU vai aguardar a publicação do acórdão para promover as alterações.

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