Edital da merenda sobe para R$ 11,2 milhões
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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
Loriane Comeli <br> Reportagem Local 
O custo da mão de obra para fazer a merenda nas escolas de Londrina aumentou R$ 2 milhões, conforme o novo edital do pregão presencial publicado ontem. Agora, o teto da licitação é de R$ 11,2 milhões contra R$ 9,2 milhões, previsto no texto anterior, suspenso na data prevista para a sessão de lances, em 14 de fevereiro. O secretário de Gestão Pública, Fábio Reali, disse que houve aumento de salários das merendeiras e o acréscimo de alguns postos de trabalho.
A data marcada para a sessão de lances foi adiada para 7 de março, mais de um mês depois do início das aulas (em 2 de fevereiro). Enquanto isso, a J.Coan continua executando o serviço e o contrato com esta empresa - suspeita de integrar um cartel nacional de empresas que preparam alimentação escolar - deve ser novamente renovado. O contrato venceu em 27 de janeiro e foi prorrogado por 33 dias. ''Agora vamos renovar por mais uns 15 dias para concluirmos a licitação e fazermos a transição'', disse Reali.
O Ministério Público recomendou que o contrato com a J.Coan fosse rescindido e que a empresa fosse impedida de participar da nova licitação uma vez que a licitação que ela venceu - em 2011 - teria sido fraudada. Outras empresas do suposto cartel participaram daquela concorrência. A recomendação foi no final de setembro e Reali argumenta que não houve tempo hábil para preparar uma nova licitação antes do início das aulas e do vencimento do contrato com a J.Coan. ''É um processo complexo, que demora mais de quatro meses para ser preparado'', justificou.
Outras duas licitações para atender a área de educação foram feitas depois do início da aulas: a dos uniformes, em curso, e a da compra de material escolar, que ainda está suspensa porque uma empresa participante questionou o edital.


