As edições do Diário Oficial do Estado, Diário da Justiça e Diário da Indústria e Comércio, que publicam atos dos poderes Legislativo, Executivo, Judiciário e de empresas privadas, estão sendo entregues com atraso de um a três dias. Os equipamentos de informática da Imprensa Oficial passam por ajustes. Entre 60% e 65% dos softwares já foram digitalizados, o que permitirá mais agilidade na produção das edições, além de ampliar a qualidade da impressão, segundo técnicos do órgão.
Não existe previsão para concluir a modernização dos equipamentos, que começou a ser implementada em dezembro. A estimativa mais otimista é de que os ajustes estejam prontos até o final deste ano. Enquanto isso, órgãos como o Tribunal de Contas (TC) terão de adequar seus trabalhos aos atrasos causados pela entrega das edições. Muitos despachos só têm valor legal depois que seus atos forem publicados nos diários oficiais.
A tiragem do Diário do Executivo chega a 1,2 mil exemplares. O Diário da Justiça tem 2,6 mil edições. Já o Diário do Comércio, onde são publicados balanços de empresas públicas, privadas e editais de licitação, circula com 1,2 mil exemplares.
‘‘Peço um pouco mais de paciência. As mudanças de cultura de sistemática são demoradas, mas a gente vai conseguir superar isso até o final do ano’’, disse o diretor-adjunto da Imprensa Oficial do Estado, Jeovahrley de Souza. Em seus 54 anos de existência, a autarquia conviveu com sistemas de impressão que estão sendo abandonados por editoras e jornais, como o linotipo.
Para Souza, a digitalização trará economia de papel para os órgãos públicos. Ele acredita que as alterações precisam da cooperação dos órgãos públicos. ‘‘Todos vão ter que cooperar e deixar de enviar as matérias pelo papel.’’ (D.V.)

mockup