Curitiba - A juíza da 2 Vara da Fazenda Pública de Curitiba, Luciane Pereira Ramos, abriu ontem prazo para que o Ministério Público (MP) do Paraná se manifeste sobre a defesa apresentada pelo deputado estadual Alexandre Curi (PMDB), primeiro secretário da Mesa Diretiva da Assembleia Legislativa (AL) do Estado, na ação cautelar 10.587/2010. Proposta pelo MP no último dia 2, a ação cautelar pede o afastamento do peemedebista e também do presidente da AL, Nelson Justus (DEM), das funções que ocupam na Mesa Diretiva do Legislativo, além de um bloqueio de R$ 10 milhões no patrimônio de ambos, para eventual ressarcimento ao erário. A defesa de Justus já foi vista pelo MP. Com a última análise do MP, em torno da defesa de Curi, a juíza já deve decidir sobre o caso.
A ação cautelar é consequência de uma ação civil pública protocolada pelo MP contra Justus e Curi por ato de improbidade administrativa. O esquema de desvio de dinheiro dos cofres da AL, a partir da nomeação de comissionados ''fantasmas'', foi desmantelado no final de abril pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), durante a Operação Ectoplasma I. Para o MP, por terem a prerrogativa de assinarem todos os atos de nomeação e exoneração na AL, Justus e Curi também são responsáveis pelo dano.

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