A empresa Ecosystem Serviços Urbanos, de Curitiba, teria contribuído para forjar uma suposta concorrência pública para que a CMTU pudesse justificar a contratação da MM para os serviços de varrição e limpeza, em 2009. Segundo a promotora de Justiça Leila Voltarelli, que também assina a ação civil pública por ato de improbidade administrativa, a ex-diretora administrativo-financeira da companhia Cristiane Hasegawa, em parceria com demais integrantes da diretoria da companhia, teria aberto um prazo de 24 horas para encaminhamento de propostas de concorrentes interessados em prestar o serviço. Porém, no mesmo dia, ''a MM apresentou as planilhas e os documentos necessários, apresentado no dia seguinte um plano de trabalho em que se verificava até mesmo o logotipo da CMTU'', explicou a promotora.
Já a proposta apresentada pela Ecosystem, de acordo com os documentos analisados pelo MP, não continha as especificações necessárias, ''sendo um material imprestável''. A empresa curitibana foi contratada há duas semanas pela CMTU para realizar coleta de lixo reciclável em Londrina, por R$ 46 mil, valor 50% inferior que o teto do edital.
A Ecosystem teve que reverter, no Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná, liminar que a impedia de fechar o contrato, porque foi acusada pela ONG MAE de ter débitos trabalhistas. Conforme Leila, o suposto envolvimento na contratação da MM não acarreta impedimento no contrato em vigor entre a Ecosystem e a CMTU. Ontem, a FOLHA deixou recado na sede da empresa, mas não houve retorno. (E.F.)

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