A Associação Brasileira das Concessionárias de Rodovias (ABCR), afirmou ontem que a Econorte, que explora o pedágio em trechos da BR-369 e da PR-323, no norte do Estado, deverá recorrer esta semana no Tribunal Regional Federal (TRF) da 4 Região, em Porto Alegre, da decisão do próprio TRF, que no dia 20, suspendeu o reajuste de 7,93% nas tarifas das três praças operadas pela concessionária.
O reajuste havia sido liberado no dia 7, pela 7 Vara Federal de Curitiba, que teria reconhecido a legitimidade do degrau tarifário acordado em 2002, no governo de Jaime Lerner. Pelo acordo, os reajustes seriam aplicados anualmente em dezembro. Na ação contestatória impetrada pelo governo do Estado, a procuradoria jurídica do Estado argumentou que o acordo foi declarado nulo pelo TRF.
Essa é a segunda vez que a aplicação do degrau é suspenso pela justiça. Em março, o aumento foi praticado por quatro dias e foi derrubado por decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Conforme a decisão do TRF, a tarifa na praça de Jataizinho (21 km a leste de Londrina) baixou de R$ 5,50 para R$ 5,10. Em Jacarezinho (cidade-pólo/Norte Pioneiro), de R$ 5,10 para R$ 4,70, e na praça de Sertaneja (63 km a oeste de Cornélio Procópio), na PR-323, a tarifa foi de R$ 4,60 para R$ 4,40.
A reportagem tentou entrar em contato com o presidente da Econorte, Gustavo Musnich, mas foi informada que ele estava viajando.

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