A Econorte voltou a cobrar pedágio no início da noite de ontem, na praça que fica na BR-369, entre Andirá e Cambará (22 km a noroeste de Jacarezinho), que estava desativada desde 2001, quando a empresa transferiu a cobrança para Jacarezinho (Norte Pioneiro).
  O reativamento aconteceu depois de uma decisão, proferida no período da manhã, pelo ministro presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), César Asfor Rocha. Ele negou o pedido da concessionária, que requeria a suspensão da liminar expedida pela 3ªTurma do Tribunal Regional Federal da 4ªRegião (TRF-4), a qual, no dia 23 de outubro, determinou o fim da cobrança de pedágio nas praças mantidas pela empresa nas BRs 369 e 153 em Jacarezinho.
  A decisão do TRF-4 vetou o funcionamento das praças de Jacarezinho mas permite a retomada da cobrança em Cambará, o que não estava sendo feita pela Econorte, que mantinha as duas praças desativadas até ontem. No entanto, de acordo com o diretor da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR) do Paraná e Santa Catarina, João Chiminazzo, a reabertura de Cambará não significa que a concessionária está ‘‘jogando a toalha’’ em relação às praças de Jacarezinho.
  ‘‘Isso (o fechamento das praças de Jacarezinho) é uma coisa muito ruim, pois está causando prejuízos para a concessionária e uma apreensão muito grande aos funcionários. É lamentável porque não houve nenhuma incorreção em transferir a cobrança que era feita em Cambará para duas praças em Jacarezinho. Foi o próprio governo do Estado que pediu a estadualização de um trecho da BR-153 e fez um aditivo de contrato com a concessionária, a qual certamente vai recorrer até o Supremo Tribunal Federal (STF) para reativar a cobrança em Jacarezinho’’, declarou Chimeinazzo.
  Sobre a retomada da cobrança em Cambará, a professora Ana Lúcia Bacon, que lidera o movimento pelo fim do pedágio em Jacarezinho e esteve em Brasília acompanhando o julgamento do STJ, declarou que, ‘‘inicialmente, o juiz federal de Jacarezinho determinava o fim da cobrança nas duas cidades’’. ‘‘A nossa luta não tem a intenção de prejudicar nenhum município, mas corrigir uma injustiça, pois a cobrança nunca deveria ter saído de Cambarᒒ, comentou.
  Em relação à decisão do STJ de manter fechadas as praças de Jacarezinho, a professora disse que o sentimento é de alegria. ‘‘Isso nos deixa mais fortalecidos para continuar lutando e mostra que vale a pena lutar, mesmo com a Justiça brasileira sendo morosa.’’
  A FOLHA entrou em contato com a concessionária e com a advogada que a defende nesse processo, porém não houve retorno às solicitações de entrevistas. Segundo o atendimento telefônico da Econorte, o valor cobrado em Cambará é o mesmo que estava sendo praticado em Jacarezinho: R$ 9,70 para automóveis; R$ 4,90 para motos e R$ 8,50 por eixo para veículos pesados.

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