Economista vê bom desempenho
Caso a previsão de déficit financeiro da Prefeitura de Londrina, de R$ 5 milhões, se consolide, pode-se dizer que o desempenho contábil do município foi satisfatório. Essa é a análise do economista e professor universitário Azenil Staviski. A pedido da Folha, Staviski analisou o relatório resumido da execução orçamentária até o mês de outubro e os números fornecidos à reportagem pelo secretário Municipal de Fazenda, Wilson Sella.
''Se a perspectiva de déficit financeiro é de R$ 5 milhões, implica dizer que está abaixo do estimado (R$ 25 milhões). Significa que teve um bom desempenho embora toda previsão orçamentária tenha ficado abaixo do esperado'', avaliou.
Segundo o economista, o fato da previsão de déficit financeiro e superávit primário serem do mesmo valor R$ 5 milhões não ''zera'' as contas. ''O superávit primário pega toda arrecadação e tira toda despesa. Só que nesta despesa não estão computados juros e correção, a taxa de juros real sobre a dívida. Significa que mesmo utilizando esse superávit, vamos ter um déficit financeiro'', disse.
Para Staviski, a dívida do município com a Caapsml, BNDES, PIS/PASEP, INSS da extinta Frente de Trabalho, de R$ 180 milhões, mais os R$ 215 milhões de dívidas da Cohab que vão ser assumidas pela prefeitura, ficam aquém da maioria dos municípios brasileiros. ''Um parâmetro de dívida pública nacionalmente utilizada é o peso dela no PIB (Produto Interno Bruto). Se pegarmos o PIB de Londrina, que se não me engano supera R$ 4 bilhões, o peso relativo da dívida pública sobre o PIB é baixo, fica muito inferior à média brasileira que é de 50%. O importante é o escalonamento da dívida, o tempo e a taxa de juro'', afirmou. (C.O.)





