Economista vê benefício com ressalvas
Para o economista, Renato Pianowski, docente na Universidade Estadual de Londrina (UEL), a abdicação de receita deve se analisada de modo global: para as gráficas, a redução da alíquota deve ser bastante positiva, na avaliação dele. Para as instituições de ensino superior particulares, a análise deve ser um pouco mais detalhada.
Se é feita uma troca com o beneficiado para facilitar a vida das empresas, desde que, por exemplo - e constando isso do projeto -, tenham que comparecer com um número tal de bolsas, não vejo mal. A alíquota de 4%, às vezes, é uma extorsão, pelo retorno que o município dá, considerou.
Na avaliação do economista, o histórico de gráficas, transportadoras de valores e outros prestadores de serviços que migraram para outros municípios justifica o caso das gráficas. Nesse caso, 2% de alíquota é salutar. Mas ele ressalva: Já as escolas, com o malfadado Pro-Uni, fica sem risco de sobrar vagas pelos incentivos do governo. Mais um incentivo, agora, creio que precisaria de metas; há que se estabelecer uma moeda clara de troca. Me parece que isso não aconteceu.
A FOLHA tentou contato ontem durante toda a tarde com o secretário de Fazenda de Londrina, Wilson Sella, mas ele não atendeu os telefonemas da reportagem para explicar o posicionamento do Executivo sobre a proposta.
Conforme as informações obtidas junto ao atendimento-geral da Prefeitura e ao coordenador do Núcleo de Comunicação, Ricardo da Guia Rosa, Sella e os funcionários da pasta deram expediente apenas na parte da manhã, de modo que apenas o secretário estaria autorizado a comentar o
assunto.
Principal articulador político do Executivo no Legislativo, o secretário Adalberto Pereira da Silva (Governo) também não foi encontrado. No gabinete dele a explicação era semelhante: Silva compareceu ontem só meio expediente. (J.G.)





