A Procuradoria da Assembléia Legislativa de Minas Gerais recebeu ontem um pedido de impeachment contra o governador Itamar Franco (PMDB), encaminhado pelo suplente de deputado federal Expedito Mendonça (PTB-MG). O suplente acusa Itamar de vários crimes, entre eles o de ‘‘tortura mental coletiva’’.
De acordo com o pedido, Itamar, ao decretar a moratória cometeu crimes comuns previstos no Código Penal, especificamente na Lei 9.455/97, que trata da tortura mental. ‘‘Tendo em vista o pânico nacional que estamos vivendo, com desequilíbrio das contas públicas, privadas e familiares, com perdas, danos e prejuízos incalculáveis criando um clima de tortura coletiva, levando muitos empresários e cidadãos ao suicídio’’, diz Mendonça.
Segundo ele, a decisão da moratória trouxe insegurança e medo para os mineiros. ‘‘O impeachment é a sanção contra o abuso e a perversão do poder político.’’ Comunicado pelos assessores sobre o encaminhamento do pedido de impeachment, Itamar apenas deu gargalhadas.

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