Brasília - Defensor de um controle rigoroso das contas públicas, o economista Paulo Rabelo de Castro considera necessária algumas mudanças que permitam aos municípios maior capacidade de endividamento e, consequentemente, de investimento. Rabelo de Castro é consultor econômico. ''Estamos propondo a possibilidade de flexibilizar os critérios de endividamento. Mas flexibilizar não significa partir para a gastança e o descontrole, significa avaliar caso a caso a qualidade de crédito de estados e municípios por meio de uma agência classificadora devidamente credenciada'', explicou.
Com este mecanismo, o economista acredita que os municípios com melhor desempenho no controle de seus gastos poderiam contratar dívidas para investimentos ''um pouco maiores'' que o limite estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal. ''O importante é que se dissemine a análise da auto-avaliação. Tenho a impressão que alguns municípios, especialmente as capitais, estão interessados em fazer esta avaliação tendo em vista a Lei de Responsabilidade Fiscal'', acrescentou Rabelo de Castro.
A prefeita de Maceió, Kátia Born (PSB), que também preside a Frente Nacional de Prefeitos, defende a proposta do economista. ''O prefeito tem que ser empreendedor, acabou essa história do prefeito só tapar buraco de rua e pagar salários'', ressaltou. Segundo ela, os prefeitos estão cada vez mais envolvidos em discussões como geração de emprego e renda, assentamento do homem no campo, criação de pólos industriais e questões tributárias. ''Aquele município que não tem capacidade de nada, consequentemente, fecha suas portas''. afirmou ela. (M.C.)

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