O economista do PT Guido Mantega, assessor do candidato da União do Povo Muda Brasil (PT, PDT, PSB, PCB e PC do B) à presidência, Luiz Inácio Lula da Silva, informou ontem em São Paulo que a frente de oposição pretende apresentar, a partir de agosto, projetos específicos para questões consideradas prioritárias ao País.
Mantega, professor da FGV (Fundação Getúlio Vargas), citou como exemplo um projeto de reforma fiscal e um de política agrícola, que estão sendo elaborados pela equipe da frente de oposição. Segundo o especialistas, o objetivo da carta-compromisso divulgada por Lula na segunda-feira é o de ‘‘comunicar o essencial à população’’.
‘‘Trata-se de um programa sintético’’, explicou o especialista do PT. ‘‘Não adiantaria fazermos um documento de 150 páginas que só seria lido por intelectuais.’’ O economista rebateu as críticas de analistas - sobretudo ligados ao Planalto e à campanha de Fernando Henrique Cardoso, principal adversário de Lula - segundo as quais a carta-compromisso é vaga, por não detalhar com que instrumentos um eventual governo de esquerda realizaria as prioridades propostas.
‘‘Nós defendemos que é necessário um crescimento da economia de 6% ao ano’’, afirmou Mantega. ‘‘Isso já nos permitirá um aumento da arrecadação.’’ O professor citou também a redução das taxas de juros e a diminuição das despesas do governo como formas de melhorar os investimentos em áreas consideradas prioritárias.

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