O economista da PUC-RJ, Luiz Roberto Cunha, avalia que a capacidade de resistência da Argentina tem se mostrado muito superior ao que previa. ‘‘O que aconteceu esta semana foi, mais uma vez, o esforço político essencial para sustentar o quadro econômico argentino’’, disse.
Diante do novo cenário, com o apoio inclusive dos partidos de oposição à política de Cavallo, Cunha acredita que a situação pode se manter como está por um longo prazo. E o Brasil continuará tendo que dançar no mesmo ritmo o tango argentino: com câmbio pressionado, o Banco Central intervindo no mercado e a manutenção dos juros em patamar alto.
Cunha só não crê numa escalada da inflação nem numa pancada forte nos juros na próxima reunião do Copom. ‘‘Deverá ser um aumento de um ou um e meio ponto percentual’’, afirma. Esta semana, quando o governo argentino tentará um novo swap (troca) de títulos do Tesouro será uma nova prova de fogo. (A.E.)

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