Ecocataratas confirma reajuste duplo para compensar obra
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sábado, 30 de novembro de 2013
Mariana Franco Ramos<BR>Reportagem Local 
Curitiba - A Associação Brasileira das Concessionárias de Rodovias (ABCR) divulgou ontem as tabelas com as tarifas que serão cobradas no Anel de Integração do Paraná a partir de amanhã, quando começa a valer o reajuste de 5,72% nos pedágios. O principal aumento será na Ecocataratas, responsável por cinco trechos na BR-277, onde as taxas subirão de R$ 0,40 a R$ 2,00, dependendo da praça e do tipo de veículo.
Segundo o diretor-regional da ABCR, João Chiminazzo Neto, a empresa solicitou um acréscimo adicional, devido à duplicação de 14 quilômetros entre as cidades de Matelândia e Medianeira, no Oeste. "Houve uma revisão contratual em 2005, feita pelo governo da época (do peemedebista Roberto Requião), que pediu a redução de 30% no valor. E, para isso, foi necessário retirar obras do contrato, como essa."
Em 2011, na gestão Beto Richa (PSDB), para que a obra fosse incluída, um aditivo foi assinado, que autoriza, além do reajuste linear, outros dois, de 3,82%. O primeiro entra em vigor já amanhã e o segundo no dia 1º de dezembro de 2014. A ABCR não informou de quanto será o aumento considerando os dois índices.
Em relação ao reajuste nas demais praças, Chiminazzo justificou que apenas repõe a inflação do período. Ele acrescentou que, de qualquer forma, as negociações envolvendo a revisão nos contratos continuam. "Agora, eu não vejo razão nenhuma para que o Tribunal de Contas interfira no reajuste. Tem de acontecer, senão você cria uma bola de neve de desequilíbrio econômico, com prejuízo muito maior para o interesse público."
Para o economista Sandro Silva, do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), porém, o custo dos pedágios no Paraná está "totalmente fora da realidade", se comparado ao de outras praças federais. "O problema é que (a tarifa) subiu muito ao longo destes anos, sem que haja retorno efetivo para a população", disse. Ele citou um levantamento do Dieese, segundo o qual o aumento registrado no período de 1998 ao ano passado teria sido até 135% acima da inflação. "As empresas podem pedir revisão nos custos, se consideram necessário, e o poder público não."


