Enquanto em Alvorada os dois irmãos brigam por uma vaga na Câmara, em Londrina os gêmeos Luiz Bruno Molinari, candidato pelo PSL, e Alexandre Molinari, uniram esforços para tentar garantir a eleição. Nascidos em São Carlos (SP) e idênticos até na barba, os gêmeos vêm chamando a atenção e confundindo a cabeça dos eleitores. ‘‘Se ganhar, quem assume?’’, é a pergunta mais frequente que os dois têm respondido.
‘‘Se eu entrar ele vai ser meu braço direito. Vamos trabalhar juntos e dividir o salário. Porque um está dando força para o outro’’, promete Luiz Bruno, o candidato oficial. Segundo ele, a campanha teve ótima repercussão, sobretudo nos comícios do tucano Luiz Carlos Hauly, candidato a prefeito. ‘‘Fizemos 14 comícios e o pessoal veio falar com a gente, pediu santinho, perguntou como vai ser nossa atuação na Câmara. Deu um ibope muito grande’’, completa.
A história dos gêmeos Molinari na política não é nova. Músicos da época da Jovem Guarda, em 92 eles resolveram mudar de rumo e saíram candidatos pela primeira vez – com Alexandre à frente, pelo PFL. A repercussão foi tão grande que eles ganharam até uma matéria no Fantástico, da Rede Globo. ‘‘Ficamos famosos nacionalmente’’, recorda-se Luiz. Ainda assim, os votos não apareceram.
‘‘Tivemos poucos votos porque na época os caras compravam votos. Mas agora vai ser diferente. Com essa nova lei, e a maquininha (urna eletrônica), não dá mais para comprar. Então estamos otimistas. E, pelo que estamos vendo, vai dar’’, afirma, desconversando sobre o número de votos na eleição de 92. Luiz Bruno – que este ano montou o QG eleitoral num bar que mantém com o irmão – acrescenta que em 96 também tentou sair candidato, quando estava filiado ao PTB, mas não conseguiu a vaga.
Se as urnas decepcionarem novamente, os gêmeos Molinari podem voltar a apostar na carreira artística. Entre os ‘‘sucessos’’ musicais, estão pérolas, como ‘‘Não quero que ninguém bote a mão no meu chouriço’’ ou ‘‘Casamento é loteria’’. Até um filme os dois já fizeram, no início da década de 90 – ‘‘Sonhos e confusões de dois caboclos na cidade’’. ‘‘Fizemos o filme em São Paulo, na fazenda do (Paulo) Maluf, que a gente conhece. O filme foi lançado em Ibiporã mas até agora não deu certo de passar em Londrina’’, lamenta o cantor-ator-candidato. (L.H.)

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