É uma mina de ouro, diz apresentador
É uma mina de ouro. É assim que o comunicador Marco Antônio Santi, de Londrina, define a área de mídia, principalmente a TV, das campanhas eleitorais. Fala com a experiência de quem já trabalhou em seis delas desde 1986, incluindo uma campanha para o governo de Goiás, duas estaduais e três municipais.
Marco Antônio promete repetir a dose e aguarda convites. Ele foi sondado por um candidato e espera novas consultas, apesar de acreditar que as equipes e os negócios só serão fechados depois da Copa do Mundo. A indefinição do quadro eleitoral do Estado, segundo ele, também atrasa o trabalho.
Mas quando a campanha começar, o pessoal de primeira linha, que trabalha na direção das campanhas em TV, chega a ganhar em três meses o que ganharia em quatro anos, diz o comunicador. Ele faz locução e apresentação e geralmente trabalha com pacote fechado que inclui comícios, rádio e TV. Mas o comunicador também relaciona o
lado mau das campanhas - a superexposição. O dinheiro é o lado bom, mas depois, muita gente passa uns dois anos desempregado porque fica demais com a cara na telinha e com a imagem ligada diretamente ao candidato, alerta.
O também comunicador e ex-vereador José Makiolke, o Zezão, afirma que campanha não é este rio de dinheiro que as pessoas imaginam. O mercado está retraído. A contratação de shows, eventos e publicidade deve sofrer uma boa queda nesta campanha porque o pessoal está sem dinheiro. A situação não está fácil para ninguém, argumenta.
O empresário João Paulo Reeberg, o Pinheiro (foto), espera que as previsões de Zezão não se confirmem. Ele tem uma empresa especializada em shows e oferece pacote completo - além dos músicos, a empresa monta até o palanque e a iluminação. O showmício é de primeira, propagandeia.
Pinheiro revela que a empresa foi criada em 96 especialmente para atender campanha política. Naquele ano, 35 shows foram realizados para um candidato a prefeito. Neste ano, ele prevê fazer pelo menos 60 shows e está acertando com um candidato a deputado federal. Este tipo de campanha exige um deslocamento para todo o Estado e é mais trabalhosa, explica. O preço, Pinheiro prefere não revelar. Tudo é negociável. (P.Z)





