'É um mecanismo de conluio e compadrio com o senador'
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segunda-feira, 01 de outubro de 2007
Rodrigo Lopes<BR>Equipe da Folha 
Curitiba - A ex-senadora e atual presidente do PSOL, Heloísa Helena, criticou ontem, em Curitiba, a decisão do presidente do Conselho de Ética do Senado, Leomar Quintanilha (PMDB-TO), que unificou duas representações do partido contra o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL). Para ela, o Conselho está sendo flexível para favorecer Renan.
Heloísa Helena esteve em Curitiba participando da filiação ao PSOL de um grupo de 25 ex-militantes do PT. Questionada sobre as decisões do Conselho de Ética do Senado, ela foi direta. ''É muito difícil a gente, como mãe de família que ensina aos filhos que é proibido roubar, aguentar essa flexibilidade a todo momento dentro do Conselho de Ética'', disse. ''Tratar as outras representações como uma única representação, nada mais é do que um mecanismo de continuagem do conluio e compadrio com o senador Renan, para de alguma forma abreviar a obstaculização do procedimento investigatório.''
Para a ex-senadora, a única forma de as representações do PSOL contra Calheiros não resultares na cassação do alagoano, assim como aconteceu com a primeira denúncia, é a mobilização da sociedade. ''Espero que haja a legítima, bela e independente pressão da sociedade para impedir que mais um procedimento investigatório seja sinônimo de impunidade.''
Sobre as pretensões do PSOL nas eleições municipais do ano que vem, Heloísa Helena reconheceu que o partido tem pouca estrutura para almejar grandes vôos. ''Para o PSOL, só vale a pena apresentar candidaturas às câmaras municipais e às prefeituras se tivermos a capacidade de estabelecer laços democráticos com a população local e apresentarmos propostas concretas, ágeis e eficazes a curto, médio e longo prazo para as prefeituras'', disse.


