Curitiba – O presidente da Assembleia Legislativa (AL) do Paraná, Ademar Traiano (PSDB), disse ontem que as suspeitas de irregularidades no uso da verba de gabinete do deputado estadual Alexandre Guimarães (PSD) não passam de "fato" isolado. Mas embora frise ser importante ter cautela quanto à decisão da Justiça, que determinou em caráter liminar a indisponibilidade de bens do campo-larguense e de Elio Rusch (DEM), presidente da Comissão de Tomadas de Contas da Casa, o tucano defendeu mais rigor na checagem das notas fiscais apresentadas.

A suspeita é de que o político do PSD utilizou o recurso a que tem direito, na ordem de R$ 31,4 mil mensais, para custear a alimentação de familiares e visitantes em diversos estabelecimentos de Campo Largo, onde reside e mantém domicílio eleitoral. A decisão atende a um pedido do Ministério Público (MP). Na ação civil pública, o órgão informa que dentre as despesas informadas estão itens como carne para churrasco, bebidas para festas, grandes quantidades de pizza e refeições de pessoas estranhas ao quadro de pessoal do Legislativo. Haveria até mesmo gastos em casas noturnas.

"Não posso fazer prejulgamento de irregularidade. Não há nenhuma decisão tomada de instância superior", ponderou. "A Assembleia tem essa comissão, nós conversamos com a equipe e acho que, a partir da decisão, será olhado com um olhar mais crítico. Recomendei agora ao deputado Elio, que é um deputado de bem, diga-se de passagem, conheço a sua história, que procure verificar, além do CNPJ e do ramo de atividade, qual o local. Foi um fato isolado. Não é regra na Casa. Mas esse cuidado e cautela é bom a gente ter."

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