Em visita à Redação da FOLHA na última sexta, o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, disse que o impasse eleitoral em Londrina ‘‘é lamentável’’, mas não afeta o trabalho na pasta que ele preside. ‘‘Nosso trabalho (do Ministério) continua do mesmo jeito, mas, quando encontro outros ministros e parlamentares de outros estados, ou pessoas que vão nos visitar, a primeira coisa que falam é: ‘e Londrina, rapaz, como é que fica esse negócio?’. E eu sou obrigado a dizer que não sei, que está na Justiça. Eu acho um episódio lamentável. Se hoje está claro que Belinati não poderia ter concorrido, então teria que ter decidido antes, no máximo no segundo turno’’, disse Bernardo, que completou: ‘‘Agora, deixar acontecer a votação e depois dizer que ele não poderia ser candidato, aí criou-se um problema. Como respeitar a vontade popular agora? Eu acho que não tem alternativa senão fazer novamente as eleições. Fazer só o segundo turno ou tudo de novo. Acho que Londrina não merecia isso, é um absurdo, acho um desaforo com a cidade’’.
  Indagado se cabe iniciativas para reverter esse quadro, o ministro desconversou. ‘‘É uma situação difícil. Poderíamos fazer um panelaço, mas de qualquer forma vai depender da Justiça, vamos ter que aguardar. E o pior é que eles estão demorando, e, aparentemente, a situação complicou muito também’’, definiu.

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