'É obrigação nossa interceder à juíza'
A versão apresentada ontem à tarde à imprensa sobre a ''visita'' ao coordenador do Gaeco em Londrina, promotor Cláudio Esteves, não foi a única contradição do corregedor da Câmara, Rony Alves (PTB), sobre o episódio dos supostos maus tratos ao vereador preso e afastado Rodrigo Gouvêa (PRP). No depoimento tomado pelo promotor, Alves relatou que a denúncia ouvida do pai da namorada de Gouvêa teria chegado a ele, que ''comentou o fato com o vereador Joel Garcia, o qual sugeriu que fossem ao Fórum falar com a juíza''. Ontem, Joel disse à FOLHA que a ''provocação'' feita à Corregedoria, na quinta-feira - mesmo dia em que familiares e amigos do vereador foram à Câmara e ao Fórum manifestar apoio a ele -, ainda que verbal, teve validade ''porque, como testemunha que eu fui, só se trata de um ato oficial''. A seguir, trechos da entrevista com o pedetista.
FOLHA - Você e o corregedor levaram a denúncia à juíza da 4 Vara Criminal, ainda que o vereador preso tenha pelo menos três advogados em Londrina e três em Curitiba. É papel do vereador interceder à juíza, nesses casos?
Joel Garcia - É obrigação. Recebemos uma denúncia do sogro do vereador. É obrigação nossa. Sou advogado, o Rony ficou sem saber o que fazer, falei a ele que tinha que 'oficiar'; o parlamentar não está apenado ainda, então, qualquer arbitrariedade tem que ser conunicada à juíza responsável pela integridade física dele.
Mesmo com seis advogados contratados para o caso?
Qualquer um vendo ou ouvindo isso, tem por obrigação de comunicar o órgão competente; mesmo que não queira, você é obrigado.
O vereador Rony Alves é corregedor e assina uma representação que pede processo de cassação contra Gouvêa. Não há um conflito aí?
É obrigação dele: tem que preservar a integridade física do vereador.
E você vê problemas em se dar publicidade a isso por parte do corregedor?
Não, problema nenhum.
Não chamou atenção ter chegado essa denúncia no dia da manifestação na Casa?
Foi uma coincidência, porque foi no dia em que a Câmara estava de portas abertas para todo mundo. (J.G.)





