'É impossível mudar sem romper com a política tradicional'
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terça-feira, 23 de outubro de 2012
Redação FolhaWeb 
FOLHA - O senhor nunca assumiu um cargo público. O que o leva a crer que tem condições de administrar a Prefeitura de Londrina?
Kireeff - A minha experiência nos diversos campos que já atuei. Já atuei na direção de empresas na iniciativa privada, já fui presidente da Sociedade Rural do Paraná, que, apesar de ser uma instituição privada, tem algumas características de similaridade com o poder público. Fui membro do Conselho Municipal de Ciência e Tecnologia, da Adetec, participei do Fórum Desenvolve Londrina, do Conselho de Administração do Iapar, entre outros órgãos de relacionamento com as instituições públicas. Esse conjunto de experiência me coloca em condições de administrar Londrina.
Essa justamente é a crítica que se faz: que o sr. tem experiência na vida privada mas poderia não ter sensibilidade para administrar a coisa pública...
Pela lógica, isto não faz sentido por não corresponder à verdade. Somente faria sentido se houvesse uma correlação entre o perfil do administrador com o resultado de sua administração. Tivemos um Fernando Henrique Cardoso, sociólogo, e um Lula, operário, que ocuparam o cargo de presidente do Brasil e, cá entre nós, ambos com bons resultados.
Na campanha, o sr. insiste no discurso de que não é político, mas já disputou eleição para deputado federal, já trocou de partido duas vezes e está numa campanha política. Por que esta autodefinição de ''não político''?
Minha distinção é com os políticos profissionais, aquelas pessoas que vivem exclusivamente da prática política antiga, que vincula o seu exercício única e exclusivamente à manutenção do poder; que estabelece estratégias que vinculam a ocupação de cargos públicos ao processo eleitoral, já vislumbrando a manutenção do poder, a reeleição e, muitas vezes, a sucessão. Isto que é política tradicional, profissional, que eu não faço parte de forma alguma; jamais ocupei um cargo público remunerado. Jamais indiquei a ocupação de um cargo público em qualquer instância governamental. Isso decididamente me separa da política profissional porque este tipo de política nos entregou uma cidade nas condições em que está. É por isso que minha candidatura rompe com esse processo, afronta essa maneira de fazer política, porque se isso não ocorrer é impossível mudar, é impossível mudar com as mesmas práticas.
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