Folha - O seu bom relacionamento com o governo federal ajudou até que ponto em sua administração?
Bueno - Ajudou muito. Na área da educação, por exemplo, tudo que foi feito, desde a Pré-Escola Sossego da Mamãe, que está em obras, até o Cefet e o Caic, que vamos inaugurar agora, o governo federal está presente. A participação de Brasília foi decisiva para a nossa administração.
Folha - E como está o seu relacionamento com o governador Jaime Lerner? Não parece ser bom.
Bueno - É estranho que tenhamos apoiado o governador Jaime Lerner, que Campo Mourão tenha dado a ele a maior vitória proporcional do interior do Paraná e que não recebamos o respalto necessário para podermos dar andamento à nossa administração. De nossa parte nunca faltou respeito e um bom relaciomento. Ele tinha o compromisso de realizar obras que não realizou, como a Estrada Boiadeira, a Santa Casa e o anel viário. São obras importantes que foram prometidas durante a campanha eleitoral dele. A habitação é uma exceção. Temos dois conjuntos habitacionais que vieram no governo dele e uma vila rural que vai começar agora. Alguns setores funcionaram bem, mas outros sequer deram o ar da graça em Campo Mourão.
Folha - Dá para comparar com o relacionamento com o ex-goverandor Roberto Requião?
Bueno - Não dá para comparar, até porque são governos muito ligados a Curitiba. Há uma preocupação muito curitibana, sem a preocupação de ser governante a nível de Estado e ter a dimensão de que o Paraná deve seguir naquele projeto de equidade, de fazer valer e crescer por setores e por regiões do Estado. Infelizmente isso não vem acontecendo atualmente.

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