E Covas reafirma que não disputará a reeleição
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terça-feira, 16 de setembro de 1997
Agência Estado São Paulo 
O governador de São Paulo, Mário Covas (PSDB), reafirmou ontem aos membros da Executiva Estadual do PSDB que desistiu de disputar a reeleição. Não é jogada política nem blefe, disse o deputado federal José Anibal, ao sair de uma reunião de uma hora no Palácio dos Bandeirantes. Viemos apenas nos solidarizar com a decisão que o governador tomou, acrescentou o presidente regional do partido, deputado estadual Clóvis Volpi.
Anibal reconheceu que Covas tem divergências administrativas com o governo federal. A gota dágua nos desentendimentos foi a aprovação da Lei Kandir, que resultou em perdas na arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadoria e Serviços (ICMS) nos Estados. A partir de agora a bancada paulista no Congresso vai buscar uma satisfação para este caso, prometeu Anibal.
Com a lei de autoria do então deputado Antonio Kandir (PSDB-SP), hoje ministro do Planejamento, São Paulo deixou de arrecadar este ano R$ 800 milhões. A demora para uma solução para a crise do Banespa também teria pesado na decisão de Covas, segundo integrantes da Executiva.
Para José Anibal, a antecipação do debate sobre a sucessão estadual também influenciou na decisão do governador. Ele acha que a campanha deflagrada pelo ex-prefeito Paulo Maluf - virtual candidato do PPB ao Palácio dos Bandeirantes - atrapalha a administração. Isso só interessa a quem quer tumultuar o processo, declarou o deputado. Esses grupos antagônicos procuram prejudicar o povo paulista, completou Clóvis Volpi.
Aníbal acredita que o governador não estará ausente da campanha do ano que vem. Segundo ele, Covas tem condições de fazer seu sucessor.


