'É campanha para cassar meu mandato'
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 25 de abril de 2012
Michelle Aligleri <br> <br> Reportagem Local 
Na primeira entrevista à imprensa sobre as prisões de Marco Cito e Ludovico Bonato, ontem pela manhã, o prefeito Barbosa Neto (PDT) negou qualquer envolvimento na suposta compra de apoio do vereador Amauri Cardoso (PSDB), saiu em defesa do seu ex-secretário e disse acreditar que o episódio tem ligação com o momento pré-eleitoral. ''Há uma campanha para cassar o meu mandato. Estou acuado, no meu canto, trabalhando pela cidade'', afirmou.
Barbosa mencionou a existência de pesquisas internas que apontam que, se confirmada sua candidatura na disputa de outubro, os adversários ''dificilmente'' teriam chance de vitória. ''A cidade não pode mais suportar essa instabilidade provocada por denuncismo generalizado e vindo de pessoas que tem algum tipo de interesse'', afirmou. Barbosa disse ainda que a operação do Gaeco foi ''espalhafatosa''. A mesma declaração já havia sido feita em relação à operação de busca e apreensão na Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) que tentava obter provas de cancelamento irregular de multas de trânsito.
O prefeito defende ainda que Amauri Cardoso deveria ser considerado ''suspeito''. Ele menciona o fato de o vereador integrar um partido de oposição e, sem entrar em detalhes, sugere que o tucano teve interesses contrariados pela administração.
Marco Cito
Barbosa confirmou ontem que conhece Ludovico Bonato ''há muitos anos'', mas não deu detalhes de sua relação com ele, se concentrando na defesa de Marco Cito, ex-secretário de Governo e atual coordenador da campanha eleitoral do PDT em Londrina. ''Cito é uma pessoa que merece todo nosso respeito e agradecimento. Eu acredito que ele é sério, honesto'', afirmou o pedetista, enfatizando que Cito não estava com o dinheiro apreendido. ''Não sei a origem desse dinheiro. Tenho convicção de que não é dinheiro público.''


