Pedro Livoratti
De Londrina
De olho nas eleições municipais do próximo ano, o PSDB de Londrina está reforçando seu quadro atraindo lideranças de outros partidos. Segundo o presidente do diretório local, deputado federal Luiz Carlos Hauly, a proposta do partido é apresentar uma chapa forte que possa concorrer em pé de igualdade com o prefeito Antonio Belinati, que já declarou que tentará a reeleição pelo PFL.
Entre as lideranças já convidadas pelos tucanos estão o ex-prefeito Luiz Eduardo Cheida - que deixou o PT recentemente - o secretário estadual do Trabalho, Alex Canziani (PFL) e o reitor da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Jackson Proença Testa. De acordo com Hauly, o nome que disputará a prefeitura será decidido somente no início do próximo ano. Ele adiantou que a chapa será uma frente de oposição ao prefeito atual.
O presidente estadual do PSDB, senador Alvaro Dias, confirmou ontem que todas as articulações visando o pleito municipal da segunda cidade do Estado serão comandadas por Hauly. ‘‘O deputado é o candidato natural do partido, mas teremos outro se eventualmente ele não quiser sair’’, afirmou Alvaro. Ainda segundo o senador, a orientação do partido é lançar candidaturas em todas as cidades do Paraná.
Hauly confirmou que os tucanos terão chapa completa, mas não se mostrou convicto em voltar a disputar as eleições em outubro do ano que vem. Se ele realmente decidir disputar a Prefeitura de Londrina, a cidade vai reviver o clima das últimas eleições, em 96, quando Belinati acabou ganhando no segundo turno.
Ontem, o ex-prefeito Luiz Eduardo Cheida confirmou que deve definir seu destino partidário nos próximos dias. Ele aguarda um contato pessoal com o senador Roberto Requião (PMDB), que deve estar na cidade no final de semana para um encontro do partido.
‘‘As coisas deverão ser definidas em breve, até porque preciso trabalhar rapidamente’’, disse Cheida. Quando anunciou sua saída do PT no início do mês - alegando a necessidade do partido se abrir para alianças com várias legendas - o ex-prefeito também sugeriu a formação de uma frente anti-Belinati, agora defendida pelo deputado Luiz Carlos Hauly. Quem sabe o objetivo comum não acabará sendo definitivo para a interferir na decisão do ex-prefeito.

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