Dutra e Palocci coordenam a transição
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 02 de novembro de 2010
João Domingos e Eugênia Lopes<BR>Agência Estado 
Brasília - O presidente do PT, José Eduardo Dutra, e o ex-ministro Antonio Palocci, serão os coordenadores da equipe de transição de governo. Dutra cuidará da articulação política com os partidos aliados. Terá a ajudá-lo o secretário-geral do PT, José Eduardo Cardozo. Palocci, que comandará a parte técnica, como as negociações em torno do programa de governo com os demais partidos aliados, contará com a assessoria do ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel e com a de Marco Aurélio Garcia, que costurará junto com os aliados as metas principais da política externa.
Fernando Pimentel foi candidato ao Senado por Minas Gerais e perdeu a eleição. Embora o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenha aconselhado Dilma a não aproveitar derrotados em sua equipe, é provável que ele venha a ocupar um ministério. Já Marco Aurélio é assessor internacional do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e uma espécie de ''chanceler do b'' do governo.
Ele disse ontem que manterá o posto durante os dois últimos meses do governo de Lula. Quanto a um convite de Dilma para que continue à frente da política externa, ele disse a esse respeito: ''Isso depende da presidente Dilma''. Marco Aurélio é também vice-presidente do PT.
Dilma recebeu ontem pela manhã e à tarde os petistas que estiveram muito próximos a ela durante toda a campanha e fez a primeira reunião, já pensando na fase de transição. Os recursos para a fase de transição já estão garantidos por decreto assinado pelo presidente Lula em julho. De acordo com o decreto, os gastos com a transição serão de até R$ 2,8 milhões. Desse dinheiro, R$ 1,2 milhão será destinado ao pagamento de salários de até 50 pessoas a serem contratadas para trabalhar na transição. Para as despesas de custeio foi previsto R$ 1,6 milhão.
A transição
R$ 2,8
milhões
é a verba disponível para o governo de transição
Duração
Até 31 de dezembro
Instalado no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB)
Como funciona
Ministério do Planejamento cria grupo de 30 servidores de vários órgãos para fornecer informações
Com os dados, é formada uma agenda dos 120 dias com medidas de curto prazo, como contratos e pagamentos a fazer
A ideia é garantir que o futuro presidente não seja surpreendido por prazos
O grupo realiza também um levantamento das promessas de Lula em 2006


