Duplicação da BR-369 não sai do papel
Previa-se a duplicação da BR-369, no Norte do Paraná, ainda na década de 1970, por estar incluída no 2.º Plano de Desenvolvimento Nacional. ''Isto significa que ela é prioritária'', informou o prefeito José Richa em fevereiro de 1975. ''Acreditamos, também, que a execução não vá demorar.''
Sem que se tivesse outras notícias da propalada duplicação, em 14 de setembro de 1977 há um título na FOLHA: ''Osiris vai à França colher subsídios para a ''free way'' Londrina-Maringá''. O secretário dos Transportes do Paraná, engenheiro Osiris Stenghel Guimarães, iria à Europa a fim de complementar informações técnicas e sondar possibilidades de financiamento externo, visando a construção da rodovia entre Londrina e Maringá, a um custo estimado em 1 bilhão de cruzeiros, conforme o anteprojeto.
Osiris expôs à Assembleia Legislativa o anteprojeto da ''free way'' e o programa do governador Jayme Canet Júnior compreendendo a construção de 4.167 quilômetros de rodovias, dos quais 582 concluídos. Conforme Osiris, no período 1970-1976, o escoamento da produção agropecuária no Estado aumentara 154% e a malha viária, apenas 48%. O programa atenuaria o deficit.
Entretanto, não se cogitava sequer a duplicação da Rodovia do Café, muito menos a da BR-369, esta mais desejável por envolver a interação Norte do Paraná-São Paulo. Canet atingiu sua meta sem acrescentar a ''free way''.
Panorama imutável nos anos 1980. Quando governador (1983-1986), José Richa também não duplicou a BR-369. Sua principal obra rodoviária foi a duplicação da BR-376 entre Ponta Grossa e Curitiba.
Nada mudou também com Alvaro Dias, Requião e Jayme Lerner. Apesar do pedágio, a BR-369 permanece um ''funil'' com ''gargalos urbanos''. Hoje, não há mobilização regional pela sua duplicação e interligação com a SP-327, já duplicada entre Ourinhos e a Castelo Branco, para deixar o Norte mais à vista de interesses industriais ante a descentralização paulista. (W.S.)





