Duhalde vai propor ação conjunta contra a pobreza
Buenos Aires O presidente da Argentina, Eduardo Duhalde, desembarca hoje em Brasília com uma longa lista de temas para discutir em menos de seis horas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Entre os tópicos, Duhalde deve analisar políticas comuns entre os dois países para o combate à fome, a posição do Mercosul diante da Área de Livre Comércio das Américas (Alca), a crise venezuelana e o apoio ao presidente Hugo Chávez, além da criação de um parlamento do Mercosul.
O presidente argentino estará acompanhado do chanceler Carlos Ruckauf, do ministro da Economia, Roberto Lavagna, do ministro da Produção, Aníbal Fernández, além de diversos secretários. Segundo Ruckauf, a Argentina apresentará ao Brasil uma proposta de criar uma comissão conjunta para o combate à pobreza. A intenção é trocar informações sobre os planos sociais que cada país está desenvolvendo isoladamente.
O governo argentino aplica desde junho do ano passado um subsídio para desempregados. O governo paga 150 lecops (bônus emitido pelo governo federal que funciona como moeda paralela) mensais a cada pai e mãe de família desempregado. No total, o subsídio argentino beneficia quase dois milhões de pessoas, que em troca, devem cumprir com trabalhos comunitários, como limpeza de ruas, e manutenção de estradas secundárias.
Uma das propostas do governo Duhalde é que o Brasil e a Argentina comprem conjuntamente os alimentos e remédios destinados aos programas sociais. A fome, que até poucos anos era um fenômeno pouco frequente na Argentina, hoje se espalha por todo o país. Calcula-se que 25% dos argentinos passam fome diariamente.





