Buenos Aires- O presidente peronista Eduardo Duhalde advertiu ontem que se a Argentina continuar caindo pode ocorrer um ‘‘banho de sangue’’ no país, no qual duas manifestações populares precipitaram a renúncia de seus dois antecessores em dezembro passado. ‘‘A escalada para baixo significará um banho de sangue’’, frisou Duhalde ao falar publicamente pela primeira vez desde sua posse a 1º de janeiro.
O novo chefe de Estado, que governará até 2003, disse que sua primeira obrigação será ‘‘garantir a paz social’’ e assinalou que ‘‘os países não toleram a anarquia’’. ‘‘Os países toleram as circunstâncias mais adversas, o que não toleram é a anarquia; temos que pôr ordem no país’’, sublinhou Duhalde ao falar na quinta presidencial de Olivos (periferia norte) diante de empresários e a imprensa, fazendo uma firme defesa da indústria nacional.
Duhalde completará até 2003 o mandato do radical Fernando De la Rúa, que renunciou a 20 de dezembro em meio a uma grave revolta social que deixou 30 mortos.
De la Rúa foi substituído a 23 de dezembro pelo peronista Adolfo Rodríguez Saá que se demitiu após uma semana.

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