Duda Mendonça é o principal alvo dos líderes tucanos
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terça-feira, 23 de setembro de 2003
Rosa Costa 
Brasília- O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), voltou ontem a criticar, da tribuna, ''a licenciosidade no terreno da comunicação'' do governo, ao questionar o poder concedido pelo Planalto ao publicitário Duda Mendonça. Ele pediu a transcrição nos Anais da Casa do editorial do jornal ''O Estado de S.Paulo'', intitulado ''Da promiscuidade entre marketing e poder'', em que o jornal questiona se Duda, a exemplo dos ministros-chefe da Casa Civil, José Dirceu, e da Fazenda, Antonio Palocci, será mais um dos ''primeiros-ministros'' do governo. ''O presidente Lula segue implantando no País a promiscuidade entre marketing e poder, à imagem e semelhança de Goebbels (ministro da propaganda de Hitler) ou do Estado Novo e seu famigerado Departamento de Imprensa e Propaganda, o DIP, de tão triste memória''.
Seu discurso ocorre um dia após ele ter questionado as relações entre o publicitário e o governo. Arthur Virgílio disse que a sua intenção é a de advertir sobre o erro do modelo de divulgação adotado pelo presidente Lula e sua equipe. ''Se não mudarem esses métodos, este governo chorará lágrimas de sangue, porque, permitindo a licenciosidade no terreno da comunicação, aviltará a consciência nacional e esta reagirá''.
Segundo ele, a julgar pelo padrão de ética adotado até agora na comunicação, é possível imaginar que ''novas licenciosidades ocorrerão no âmbito administrativo''. ''Isso reverterá em danos para a imagem do governo, para a imagem do presidente, para a governabilidade e para a qualidade de política que se faz neste País'', advertiu.
Virgílio também leu da tribuna nota publicada na coluna de Ricardo Boechat, do Jornal do Brasil, segunda a qual Duda Mendonça estaria ''levando aos gabinetes de Brasília os argumento em defesa do banqueiro Daniel Dantas, cujas operações estão sob fogo cerrado''. Para o líder, essa prática mostra que os costumes mudaram muito no Brasil. ''Mudaram para pior'', atacou. O tucano disse que ''essas práticas, que pensávamos fossem do imaginário, tocam as raias de um terreno que não é o nosso e nem era o do governo de Fernando Henrique Cardoso''.


