Duas últimas sessões da Câmara prometem polêmica
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terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Janaina Garcia<br>Reportagem Local 
A última semana do primeiro ano da atual Legislatura, na Câmara de Vereadores de Londrina, promete ser bastante agitada. As sessões ordinárias terminam na próxima quinta-feira, e, de acordo com o presidente da Casa, José Roque Neto (PTB), não devem ser convocadas, a exemplo de anos anteriores, sessões extraordinárias para limpar a pauta. Entretanto, só hoje os parlamentares têm para discussão, por exemplo, 36 projetos de lei, pedidos de informação e pareceres de comissões, além de oito requerimentos.
Entre as matérias, estão duas - apresentadas pelo Executivo - das que mais renderam polêmica neste semestre, dentro e fora de audiências públicas: a que institui no Município o projeto ''Cidade Limpa'', que prevê, dentre outras medidas, a extinção de painéis e outdoors, e o que redefine a planta de valores de imóveis, datada de 2001, para fins de lançamento do IPTU 2010.
Os dois projetos estão em primeiro turno - para que sejam aprovados ainda este ano, portanto, precisam ser aprovados hoje, e, em segunda discussão, na quinta-feira. Fora de pauta desde novembro, o ''Cidade Limpa'' lotou o auditório do Sindicato do Comércio Varejista de Londrina (Sincoval), naquele mês, com entidades que reivindicaram maior debate da proposta com a sociedade civil organizada - entre as quais, a Associação dos Profissionais de Propaganda (APP) e o Sindicato das Empresas de Publicidade Externa do Estado do Paraná (Sepex-PR).
Já o projeto que atualiza a planta de valores não encontrou coro em moradores de diferentes regiões da cidade, mas sobretudo os da Gleba Palhano (Zona Sul), que encheram, as galerias do Legislativo, no último dia 7, também em audiência pública. Como alguns valores pode ser reajustados em 300%, até 400%, a matéria não é unanimidade nem mesmo entre os parlamentares - de modo que ontem, quando a FOLHA conevrsou com o presidente da Câmara, ele estava reunido com o secretário municipal de Fazenda, Denílson Vieira Novaes.
''Foi um aconversa informal, mas institucional, sobre a importância do projeto'', disse, mais tarde, o secretário. Já Roque Neto prevê: ''As duas últimas sessões devem ser bem agitadas - e não só pelo volume de projetos, mas porque devemos ter público presente na Casa'', sinalizou.


