Duas testemunhas faltam. E Requião manda prendê-las
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quinta-feira, 24 de abril de 1997
Agência Estado 
BRASíLIA - O relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Títulos Públicos, senador Roberto Requião (foto), pediu ontem a prisão dos diretores da corretora Arjel, Antonio da Cunha Villas Boas e Luís Antonio Mora. Eles deveriam depor ontem e não compareceram à sessão. A Arjel (ex-Paper DTVM) era a empresa encarregada pelo Banco Bradesco de fazer operações com títulos públicos, investigados pela CPI.
Requião, autorizado pela comissão, ordenou que ambos fossem conduzidos sob vara à sala de trabalho da comissão, no Senado. De acordo com o senador Romeu Tuma (PFL-SP), os dois alegaram à CPI que não têm dinheiro para as passagens e pediram para depor no Rio de Janeiro, onde residem.
A Secretaria da CPI explicou aos dois que não haveria tempo hábil para a emissão das passagens, mas os orientou a comprá-las com recursos próprios, que seriam ressarcidos no dia do depoimento, no próprio Senado. Mesmo assim eles não compareceram. Tuma ironizou: Se eles não tinham dinheiro para passagens agora virão escoltados.


