Duas sentenças podem sair mês que vem
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sábado, 06 de setembro de 2014
Rubens Chueire Jr.<br>Reportagem Local 
Curitiba Em duas das dez ações penais referentes à Operação Lava Jato, que trata de um megaesquema de lavagem de dinheiro de aproximadamente R$ 10 bilhões, a fase de interrogatórios já foi concluída. Com isso, nas próximas semanas devem ser abertos os prazos para a apresentação das alegações finais das defesas e da acusação. A tendência é que estes processos se encaminhem para um possível desfecho já no início de outubro, com a sentença a ser proferida pelo juiz da 13ª Vara Federal Criminal, Sérgio Moro.
Ao todo, 15 pessoas já foram interrogadas entre os 55 réus que são citados nos processos decorrentes das investigações da Polícia Federal (PF) e Ministério Público Federal (MPF). Alberto Youssef, principal personagem das investigações, e que é réu em cinco ações penais, participou de seu primeiro interrogatório na semana passada, mas permaneceu em silêncio, adotando a estratégia montada por sua defesa. Além dele, outra doleira, Nelma Mitsue Kodama, foi interrogada na última segunda-feira. Ela teve que passar por uma bateria de exames há algumas semanas, e chegou a ser transferida do Complexo Médico Penal (CMP) para um hospital da capital.
Na ação penal em que Youssef escolheu ficar calado já foram interrogados Carlos Alberto Pereira da Costa, que está colaborando com as investigações; Leonardo Meirelles, Leandro Meirelles, Esdra de Arantes Ferreira, Pedro Argese Júnior e Raphael Flores Rodriguez. Esta ação cita a evasão de US$ 444,6 milhões por meio de contratos de câmbio fraudulentos para pagamentos de importações fictícias, utilizando empresas de fachada ou em nome de pessoas interpostas. Entre elas aparece a Labogen S/A Química Fina e Biotecnologia e Indústria e Comércio de Medicamentos Labogen S/A.
Já no processo em que Nelma é citada, também já foram interrogados Lucas Pacce Júnior (outro réu que está colaborando com a PF e MPF), Maria Dirce Penasso, Iara da Silva Galdino, Cleverson Coelho de Oliveira, Juliana Cordeiro de Moura, Rinaldo Gonçalves de Carvalho e Faiçal Mohamed Nacirdine. O processo apura a evasão de divisas e crimes de lavagem de dinheiro, entre eles a evasão de US$ 5,2 milhões mediante celebração de 91 contratos de câmbio fraudulentos.


