Duas semanas após decisão judicial, Boca Aberta segue sem tornozeleira eletrônica
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quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018
Rafael Fantin <br> Editor online 

O ex-vereador cassado Emerson Petriv, o Boca Aberta, ainda não foi notificado da decisão judicial da 5ª Vara Criminal de Londrina, que determinou a utilização de tornozeleira eletrônica no último dia 31, além da suspensão da página de Boca Aberta pelo Facebook em 48 horas.
A petição foi realizada por advogados do ex-presidente da Câmara, Mario Takahashi (PV), pelo descumprimento da ordem judicial de se manter afastado em 500 metros de distância de Takahashi e de Rony Alves (PTB), alvos da Operação ZR3 que apura esquema de mudança de zoneamentos em troca de vantagens ilícitas em Londrina.
No dia 24 de janeiro, Takahashi e Alves foram até o Creslon (Centro de Reintegração Social) para instalação da tornozeleira eletrônica, medida cautelar imposta pela Justiça por conta das investigações do Gaeco (Grupo de Atuação e Combate ao Crime Organizado), responsável pela ZR3.
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Boca Aberta estava no local e acompanhou de perto a saída dos investigados, desafetos do ex-vereador no período em que ocupou uma cadeira no Legislativo.
Segundo o advogado Eduardo Caldeira, que assumiu recentemente a defesa do ex-parlamentar, a decisão da 5ª Vara Criminal de Londrina estipulava prazo de 24 horas, no entanto, Boca Aberta não foi encontrado pelo oficial de Justiça para cumprimento do mandado de citação do réu. Depois disso, houve a tentativa de "citação por hora certa".
"Ele foi algumas vezes na residência do ex-vereador e conversou com vizinhos que não tinham informações. A forma foi errada, como por exemplo, os horários de visitas. O documento deve ser entregue nas mãos do réu, não para terceiros", argumentou o advogado, que promete se manifestar no processo para questionar o mandado. "A partir do momento que ele (Boca Aberta) for notificado, ele vai cumprir a decisão da Justiça", garantiu. A página no Facebook também segue em funcionamento e sendo utilizada por Boca Aberta.
Na segunda-feira (12), o TJ-PR (Tribunal de Justiça do Paraná) negou habeas corpus para o ex-vereador. Mas, Caldeira acredita na reversão do quadro. "O desembargador pediu novas informações para a 5ª Vara e o HC deve voltar a ser analisado em nova sessão de julgamento. Estamos tranquilos sobre a revogação da medida cautelar, já que não houve ameaça ou agressão. A questão é subjetiva e a tornozeleira é de rigor excessivo".


