Imagem ilustrativa da imagem Duas pessoas são feridas por tiros disparados contra vigília Lula Livre
| Foto: Neudicleia de Oliveira/ Brasil de Fato



Duas pessoas que estavam no acampamento Marisa Letícia, onde dormem integrantes da vigília Lula Livre, em Curitiba, foram atingidas por tiros disparados contra os manifestantes durante a madrugada de sábado (28). Conforme informações da Sesp (Secretaria da Segurança Pública do Paraná), os disparos teriam sido efetuados por um indivíduo a pé. Jeferson Lima de Menezes, de São Paulo, levou um tiro no pescoço e está hospitalizado. Um tiro acertou um banheiro químico e os estilhaços feriram, sem gravidade, uma mulher no ombro.

A assessoria de imprensa da vigília Lula Livre informou que, de acordo com relato de quem estava no local, antes dos tiros houve movimentação de pessoas passando em frente ao acampamento gritando palavras de ordem a Jair Bolsonaro. Em repúdio contra o ato violento, foi feito o trancamento da avenida Mascarenha de Morais, no bairro Santa Cândida, mas o trânsito já foi liberado.

A Sesp informou ainda que peritos da Polícia Científica do Paraná, policiais militares e da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa, da Polícia Civil, estiveram no local. Foram recolhidas cápsulas de pistola 9 mm. Foi aberto um inquérito para apurar o caso.

Em nota, a vigília Lula Livre e as diversas organizações que a integram afirmaram repudiar de forma veemente o ataque a tiros contra o acampamento Marisa Letícia. "A sorte de não ter havido vítimas fatais não diminui o fato da tentativa de homicídio, motivada pelo ódio e provocação de quem não aceita que a vigília é pacífica, alcança três semanas e vai receber um Primeiro de Maio com presença massiva em Curitiba", destaca o texto.

"No fundo, é uma crônica anunciada. Desde o dia quando houve a mudança de local de acampamento (17), cumprindo demanda judicial, integrantes do movimento social haviam sido atacados na região. Desde aquele momento, a coordenação da vigília já exigia policiamento e apoio de viaturas, como foi inclusive sinalizado nos acordos para mudança no local do acampamento."

Ainda de acordo com a nota, manifestantes informam que as atividades do acampamento serão mantidas. "Convocamos a sociedade e as pessoas que prezam pela democracia, pelo livre direito à expressão, pela diversidade de vozes na política, que somem-se a nós na vigília. Não aceitaremos tentativas de retrocesso que já nos custaram muitas lutas e vidas", dizem.

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