Curitiba - A Delegacia Regional do Trabalho (DRT) embargou ontem a frente de trabalho da empreiteira Horizonte, uma das quatro empresas contratadas pela Centrais Elétricas Rio Jordão (Elejor) para desmatar a área que formará o lago da usina Santa Clara. A Elejor é formada por duas usinas, Santa Clara e Fundão, ambas em fase de construção. A Companhia Paranaense de Energia (Copel) está fechando a operação de compra da maior parte das ações do empreendimento.
A área que formará o lago fica no município de Candói (76 km a oeste de Guarapuava). O motivo do embargo foi o não-cumprimento das determinações feitas pela equipe de fiscalização há um mês, para que as empreiteiras providenciassem condições mínimas de trabalho para os cerca de 60 funcionários. Segundo a DRT, os trabalhadores que estão desmatando a área não tinham banheiro nem um abrigo para se proteger do sol ou chuva na hora das refeições. E não existia uma caixa de primeiros-socorros para o atendimento de pequenos acidentes (muitos foram picados por abelhas). A situação terá que ser regularizada para que o embargo seja retirado.
''Infelizmente as condições de trabalho eram e continuaram penosas e degradantes em uma dessas empresas'', lamentou a auditora fiscal Lenita Maria Stankiewicz. Ainda segundo ela, o transporte até o local onde ficam os ônibus que os levavam de volta para casa, a cerca de dois quilômetros de distância, também era inadequado.
Até o início da noite, a direção da Elejor, em Curitiba, ainda não havia sido informada oficialmente sobre o embargo. O diretor administrativo-financeiro da Elejor, Sérgio Lobo, disse que vai solicitar informações sobre a situação para acompanhar o caso. Segundo Lobo, Santa Clara deve estar concluída no primeiro semestre do ano que vem. Fundão deve ficar pronta um ano depois.

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