Um dos 48 Dragões da Independência passou mal ontem durante a cerimônia de recepção ao primeiro-ministro holandês, Wim Kok, no Planalto. Perfilado no alto da rampa e bem próximo ao presidente FHC, o soldado Richard Rodrigues, de 19 anos, teve uma queda de pressão durante a execução do Hino Nacional e quase caiu de uma altura de 5 metros. Richard foi levado ao posto médico. Enquanto ele era socorrido, FHC permaneceu parado ao lado do premier.
No ano passado, um dos soldados da Cavalaria de Guarda caiu durante a visita do imperador do Japão, Akihito. Ele sentiu-se mal e cambaleou, segurando sua lança, pela rampa logo depois que o imperador passou. A Casa Militar apontou como causa do mal-estar o clima, indisposição e alimentação inadequada.
Assim que a cerimônia acabou os ministros-chefes da Casa Militar, general Alberto Cardoso, e da Casa Civil, Clóvis Carvalho, foram verificar o estado de saúde do soldado. ‘‘Ele está bem’’, disse o general. ‘‘Caiu a pressão, é normal’’, completou Clóvis. Richard estava com a pressão baixa e com 38,8 de febre.
Depois do caso Akihito, a Casa Militar decidiu afastar os dragões da beirada da rampa. Na década de 70, um dos soldados caiu da rampa e teve traumatismo craniano. Os dragões se vestem com fardas de mangas compridas, da época do Império, pesados capacetes adornados com crinas de cavalo e seguram uma lança. A tira de couro que firma o capacete na cabeça acaba prejudicando a circulação sanguínea no cérebro. Durante as cerimônias, que duram de 30 a 60 minutos, os dragões têm de se manter imóveis.

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