Dr. Rosinha pode concorrer ao Senado
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 12 de novembro de 2013
M.F.R. 
Curitiba - Prestes a encerrar seu quarto mandato como deputado federal, o provável candidato derrotado ao Processo de Eleições Diretas (PED) do PT do Paraná Dr. Rosinha sinalizou, em entrevista à FOLHA, a possibilidade de concorrer a uma vaga ao Senado Federal em 2014. Segundo o parlamentar, porém, seu nome será colocado à disposição do partido apenas se o vice-presidente de Agronegócios e Micro e Pequenas Empresas do Banco do Brasil, Osmar Dias (PDT), hoje principal aposta da aliança PT-PDT, se recusar a disputar o posto. Alvaro Dias (PSDB), que é irmão de Osmar, ocupa atualmente uma das cadeiras reservadas ao Estado. No entanto, ambos já disseram reiteradas vezes que não gostariam de se enfrentar.
"Não vou concorrer a deputado federal. Vou trabalhar para que a gente tenha uma boa aliança para vencer a eleição no Paraná. Gostaria muito que fosse o Osmar Dias o nosso candidato ao Senado. Caso não consiga uma aliança com o nome dele ou caso abra uma vacância, sobrando para o Partido dos Trabalhadores uma vaga, eu vou disputar essa vaga", afirmou o petista.
Defensor do financiamento público das campanhas eleitorais, o deputado explicou que não tentará nova reeleição para a Câmara devido ao alto custo das disputas proporcionais. "São várias as razões, mas a principal delas é o modelo de financiamento. Quando é majoritário (caso do Senado), há a sustentação econômica e financeira do partido. Mas quando é proporcional cada candidato vai em busca do seu próprio financiamento." Ele criticou também o fato de a reforma política estar hoje "totalmente parada" no Congresso, o que teria pesado na sua decisão.
Dr. Rosinha relatou ainda que, caso a vaga em disputa seja do PT, e não do PDT, não veria problemas em concorrer com o vice-presidente da Câmara, André Vargas, na convenção partidária.
Questionado sobre as consequências da disputa interna no partido para as eleições de 2014, o político afirmou que toda a militância trabalhará unida em torno das candidaturas de Dilma Rousseff à Presidência da República e de Gleisi Hoffmann ao governo do Paraná. "Sou fundador do PT e nunca fui do campo majoritário. Ser de minoria é importante para estimularmos o debate democrático dentro do partido. Agora, todas as forças políticas fizeram a leitura da importância de ganhar a eleição no Paraná. Quanto a isso não haverá discordância."


