O interventor da Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), José Diogo Cyrillo, declarou ontem, em entrevista à Rádio Eldorado, que os escritórios que estavam credenciados à autarquia para prestar assessoria na elaboração de projetos revelaram-se verdadeiros ‘‘portais de corrupção’’. ‘‘Havia 12 escritórios de consultoria e de elaboração de projetos credenciados e eu detectei, por meio de relatórios e de investigação, que ali estava o portal da corrupção’’, afirmou.
Com base nas constatações, ele descredenciou os 12 escritórios e remeteu seus processos ao Ministério Público (MP). ‘‘Investigo projetos, empresas e servidores envolvidos em desvios da Sudam, mas não adentro na área penal’’, explicou o interventor, que assumiu a função no dia 21 do mês passado. ‘‘O Ministério Público que propõe, perante o Poder Judiciário, o pedido de responsabilização na área penal.’’
Além de ter descredenciado os escritórios suspeitos, Cyrillo cancelou, na última quinta-feira, sete projetos em que havia constatado desvios de recursos. ‘‘Estava (o rombo correspondente) na casa dos R$ 190 milhões’’, afirmou. Ele promete novos procedimentos para a sexta-feira, embora não tenha adiantado quais medidas pretende adotar. ‘‘Não vou esperar concluir. Semanalmente, apresentarei procedimentos’’, anunciou.

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