A sessão para a cassação do mandato de Barbosa Neto é segunda na curta história de Londrina, que tem 78 anos de emancipação política. Em 22 de junho de 2000, o ex-prefeito Antonio Belinati (PP) teve o mandato cassado pela Câmara Municipal, em uma sessão que demorou 26 horas, após a leitura do relatório da CP de quase duas mil páginas. Dos 20 vereadores à época, 14 votaram pela cassação de Belinati, que cumpria seu terceiro mandato à frente da Prefeitura, mas estava afastado do cargo por decisão judicial, a pedido do Ministério Público.
Àquela época, o ex-prefeito estava envolvido em uma série de denúncias de corrupção e desvio de dinheiro, principalmente através de licitações fraudadas na extinta Autarquia Municipal do Ambiente e na Companhia de Urbanização, caso que ficou conhecido como AMA/Comurb. Centenas de ações cíveis e criminais foram ajuizadas contra o ex-prefeito, membros da administração e empresários, mas, foi a denúncia de gastos abusivos e promoção pessoal na inauguração do Pronto Atendimento Infantil (PAI), em março de 1999, que fez Belinati perder o mandato.
A guerra de pareceres e liminares dominou a sessão. A 7 Vara Cível impediu dois vereadores de votar porque teriam declarado seus votos pela imprensa. Os suplentes foram convocados. A 4 Vara Cível admitiu parecer de um jurista de Londrina sobre a legalidade do voto aberto. A defesa de Belinati entendia que o voto secreto dos vereadores deveria prevalecer. Um jurista nacional foi contratado pela Câmara e sustentou a tese do voto secreto, porém, os parlamentares derrubaram o parecer e a votação foi nominal e aberta. O então vereador Jorge Scaff sucedeu Belinati na Prefeitura, já que o vice, Alex Canziani, havia renunciado ao cargo.

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