Curitiba - Apesar de o policial Délcio Rasera estar novamente preso, o equívoco que possibilitou sua libertação continua gerando polêmica. O advogado René Dotti afirmou ontem que vai manter o pedido de investigação que protocolou na última quarta-feira junto à Corregedoria Geral da Justiça. Dotti alega que a prisão preventiva no caso dos grampos havia sido ''amplamente divulgada pela televisão, rádio e jornais'' e, por isso, ''os policiais e outros servidores do sistema não ignoravam o fato público e notório''.
Para René Dotti, que representa uma das vítimas dos grampos telefônicos, a promotora Danielle Gonçalves Thomé, são grandes os indícios de que houve má-fé no caso. O advogado afirmou esperar que na semana que vem a Corregedoria da Justiça já tenha alguma posição sobre o assunto.
Dotti declarou ainda que considera importante o fato de Délcio Rasera ser mantido na prisão enquanto responde ao processo por se tratar de um policial civil. ''Se ele fosse um agente particular fazendo escutas, o crime já seria grave. Por se tratar de um agente público, ele se agrava ainda mais'', disse o advogado. (R.L.)

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