O dossiê entregue a Lula inclui fotografias de prisioneiros desaparecidos feitas em 1974 e os relatórios da guerrilha, como Operação Papagaio, Operação Sucuri e Manobra do Araguaia. Esses relatórios contêm datas de morte e prisão de guerrilheiros e alguns nomes de militares mortos, nomes de moradores investigados e lista de oficiais e agentes participantes das tropas regulares. Foi incluído também o relatório parcial da Operação Marajoara, com informações até 12 de janeiro de 1974, no qual se afirma a prisão de alguns dirigentes do PC do B, mortos sob tortura, como Carlos Nicolau Danieli, e a constatação de que havia 33 guerrilheiros no Araguaia, incluindo quatro comandantes.
Nesse documento, as Forças Legais afirmam que as Forças Guerrilheiras do Araguaia haviam perdido, entre outubro de 1973 e janeiro de 1974, seu comandante geral Maurício Grabois, primeiro orador da Assembléia Constituinte de 1946, entre outros. Segundo o dossiê, o prisioneiro que aparece em uma das fotografias, já divulgada na imprensa, seria do desaparecido Cilon da Cunha Brum Simão, que atuou no mesmo destacamento do então guerrilheiro José Genoino, hoje presidente nacional do PT. Gaúcho, Simão era estudante de economia da PUC de São Paulo. Por fim, o dossiê pede ao presidente que os moradores do Sul do Pará, onde ocorreu a guerrilha, sejam indenizados pelos danos sofridos no período. (A.E.)

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