São Paulo – O ministro da Justiça, Aloysio Nunes Ferreira, recebeu no último dia 6 de dezembro um relatório da direção do PT intitulado ‘‘Violência contra membros do Partidos dos Trabalhadores’’. O documento, de mais de 30 páginas, contém um minucioso balanço das mortes e ameaças sofridas por representantes do partido em todo o País. Foram 94 ocorrências entre 1997 e 2001, sendo que a maioria, 42, apenas no ano passado.
De acordo com o levantamento, Minas Gerais foi o Estado no qual foi registrado o maior número de ocorrências (21). Em seguida, estão São Paulo e Bahia, com 15 ocorrências cada um. Em todo o País, foram registradas 15 ocorrências em 1997, seis em 1998, 12 em 1999 e 19 em 2000.
O documento diz que ‘‘ao PT não interessa produzir mártires’’ e que nem sempre as pessoas alvos de crimes políticos são ligadas ao partido. Porém, adverte que uma parte expressiva das vítimas do banditismo político pertence ao partido. ‘‘O que nos leva a exigir do Estado o empenho que não está havendo até agora,’’ reiteram os dirigentes petistas.

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