Dossiê de Marinho lista indicações de partidos na ECT
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sábado, 25 de junho de 2005
Agência Estado 
Brasília - O dossiê deixado pelo ex-chefe de departamento Maurício Marinho na CPI dos Correios é um roteiro para a comissão investigar o feudo de negócios operado pelos partidos políticos que passaram a comandar a estatal e seu orçamento de R$ 7,6 bilhões anuais no governo Lula. Marinho, que foi filmado recebendo propina, listou 14 contratos suspeitos e separou todos os negócios da estatal em sete grupos, distribuídos entre diretores indicados por três partidos - PMDB, PT e PTB.
Controlada pelo PMDB, a presidência era ocupada por João Henrique de Almeida Souza, indicação do deputado Michel Temer (PMDB-SP). A ela está vinculada a área de propaganda e o relacionamento com as agências de publicidade, cujos contratos executados nos dois anos e meio do governo Lula passaram pelo crivo do ministro Luiz Gushiken, da Secretaria de Comunicação, e serão investigados.
Marinho disse que a Diretoria de Tecnologia é a mais importante em volume de negócios - algo em torno de R$ 2 bilhões, mais de 60% das compras dos Correios. A área era tocada por um funcionário de carreira, Eduardo Medeiros, promovido por influência direta do secretário-geral do PT, Silvio Pereira.
O PMDB ocupava ainda três diretorias: a Financeira, por Ricardo Cadah, a Recursos Humanos, com Robson Couri, suplente do senador Ney Suassuna, e a Comercial, entregue a Carlos Eduardo Fioravante, suplente do senador Hélio Costa (MG), responsável, entre outras áreas, pela rede de atendimento, que tem a atribuição de conceder ou não as franquias - Marinho sugeriu que a CPI investigue essas concessões.
O PTB do deputado Roberto Jefferson era dono da Diretoria de Administração e, teoricamente, era o que ocupava menos espaço no conjunto de interesses financeiros loteados entre os partidos.


