Brasília - O tom enfático utilizado pelo ex-diretor de Política Monetária do Banco Central Luiz Augusto Candiota para se defender das acusações de que teria feito operações suspeitas que caracterizariam sonegação, omissão fiscal e evasão de divisas se choca com as informações que estão em poder do Ministério Público (MP), da CPI do Banestado, do Ministério da Justiça e da Polícia Federal. Esse ''dossiê Candiota'' derruba, com detalhes, boa parte de seus argumentos, embora concorde que ele realmente não tinha conta, em seu nome, no MTB Bank de Nova York. Mas foi nesse banco que Candiota movimentou, de dezembro de 1999 a abril de 2002, cerca de US$ 1,3 milhão por meio de duas offshores: a Kundo S.A, localizada no paraíso fiscal das Ilhas Virgens, e a Europa, instalada em Montevidéu. Ele foi beneficiário de 11 operações feitas no período e que, segundo o MP, não constam nas suas declarações de renda. (A.E.)

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