Dos presidenciáveis, só Roseana faltou
Dos presidenciáveis, só Roseana faltou
Mauro FrassonGarotinho: PDT precisa se renovarMauro FrassonTasso: PSDB não pode abrir mão dissoNome forte do PFL para a sucessão de Fernando Henrique, na eleição de 2002, a governadora do Maranhão, Roseana Sarney, não compareceu na reunião dos governadores ontem, em Curitiba. A filha do ex-senador José Sarney (PMDB) foi esperada a manhã inteira. Falta de teto para decolar de São Paulo rumo ao Paraná foi a motivo oficial para justificar a ausência da governadora que cancelou sua participação às 11 horas.
Sem Roseana, o palco ficou para Tasso Jereissati (PSDB), Anthony Garotinho (PDT), Mário Covas (PSDB) e para o próprio governador do Paraná, Jaime Lerner (PFL), todos com o sonho de um dia ser presidente. Jereissati voltou a bater na tecla de que para viabilizar-se eleitoralmente em 2002 o PSDB deve buscar coligações. Qualquer partido no Brasil deve trabalhar por alianças. A nossa (com o PFL) e tem funcionado bem, avaliou.
De olho na indicação, o governador cearense disse entretanto que os tucanos devem manter-se na cabeça de uma eventual chapa. A sucessão está longe ainda, mas acho que o PSDB não pode abrir mão disso. É natural que indiquemos o cabeça, até por que o atual presidente é do nosso partido, declarou. Jereissati demonstrou contradição em seu discurso ao dizer logo em seguida que o ideal, numa costura de aliança, é os partidos estarem abertos às negociações, sem pré-condições.
Anthony Garotinho também não escondeu seu projeto presidencial. Disse que atualmente enfrenta problemas com o presidente nacional do PDT, ex-governador Leonel Brizola. Tenho o maior respeito por ele (Brizola), mas temos divergências muito profundas com relação a uma série de problemas do partido e com a postura que vem se tomando nos últimos tempos, assinalou.
Garotinho disse que não tem intenção de deixar o PDT para buscar espaço em outra sigla que dê guarida ao seu projeto político. A minha crítica nunca foi para diminuir o partido, nem para diminuir o Brizola. Acontece que ao longo dos anos o partido está encolhendo. Uma série de equívocos foram cometidos e é preciso mudar, para o partido se renovar e crescer, afirmou o governador do Rio. Nunca levantei a hipótese de deixar o PDT, mas eu sinto que há, dentro do partido, um grupo que tenta me tirar a todo custo, declarou ontem em Curitiba, avisando que tentará resistir à pressão. (L.D.)





